Este blog foi inspirado pelo filme Julie & Julia, que conta a história destas duas mulheres que desejaram se reinventar e encontraram na culinária o caminho para novas descobertas. Julia Child lança, nos anos 50, um livro de culinária francesa para americanas que se tornou muito popular. Julie Powell, nos dias atuais, está chegando aos 30 anos e se sente nem um pouco realizada. Em uma conversa com o marido, decide testar todas as receitas do livro de Child e publicar os resultados em um blog criado especificamente para este fim. Todas as receitas em 365 dias. Minha ideia foi criar este blog e, também em 365 dias, perder pelo menos 55 quilos e 800 gramas. Quero fazer um diário deste regime para servir de incentivo para o mesmo. Por que fazer o regime? Bom, tenho 37 anos, 1,83m de altura e 155,8 quilos. Estou enorme! Hipertenso, com colesterol, triglicerídios e glicose acima dos limites, com dores pelo corpo todo, em especial no joelho esquerdo. Além disso, estou com aversão a ser filmado ou fotografado. Nunca fui vaidoso e sempre fui gordinho, mas, de uns dois anos para cá, tenho uma compulsão enorme por comida e engordei uns 40 quilos. Assim, antes que eu tenha qualquer problema mais sério, como um piripaque qualquer, resolvi tentar este caminho. Só espero que os 365 dias sejam suficientes!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Dia 5!

Hoje eu acordei com uma vontade enorme de comer pão. Mal abri os olhos, pão! Não lembro se sonhei com o nosso de cada dia, mas acordei com ele na cabeça... ou seria o estômago mandando mensagens ao meu confuso cérebro? Não sei! Só sei que comi cereal com leite semi imaginando que estava comendo um pãozinho francês quentinho cheio de manteiga que derretia, mas não funcionou. Por que será?

Cheguei ao escritório e procurei saber a situação do amigo Marcelo. Minha amiga Ana, menina sapeca, que é amicíssima dele, já tinha as novidades e, graças a Deus, eram reconfortantes: "O quadro dele está estável. Acordou ontem mesmo e hoje está se comunicando por gestos. Está caminhando. Está bem.". Estou na torcida por sua pronta recuperação.

O resto do dia transcorreu normal, com muito trabalho e poucas novidades. Mais um dia sem doces, salgadinhos, ou afins. Na verdade, apareceu um vendedor no escritório com uma bolsa cheia de salada de frutas. O cara fez a festa. Ele ainda oferecia leite condensado e groselha para calibrar a sobremesa. A galera fartou-se. Eu fiquei só com a salada mesmo, sem nada para turbinar. Foi minha sobremesa de almoço.

Saí do escritório e fui para a Ilha. Passei na Blockbuster para devolver uns filmes e pegar outros. Quando entro na loja, dou de cara com o setor de chocolates. Desviei o olhar rapidamente, mas não adianta, eles espalham minha iguaria preferida pela loja inteira.  É Flórida! Corri para os filmes, peguei-os e disparei em direção aos caixas. Já viu a quantidade de doces que eles colocam neste maldito corredor? Bruta sacanagem!

Quando saí da loja, fiquei aliviado. Mas por pouco tempo. Senti um cheiro de pizza alucinante vindo do outro lado da rua e a boca encheu d'água. Sabia que tinha uma pizzaria ali, mas nunca senti cheiro de nada. Acho que a abstinência está ampliando os meus sentidos! O olfato está igual ao do Wolverine, sentindo cheiros de longe, só que no meu caso é seletivo: só de comida!

Montei na moto, coloquei o capacete e fui buscar a patroa no curso. Ao chegar lá, o pipoqueiro estava acabando de preparar o seu produto de venda. Aquele aroma de cinema no ar. Veio então o primeiro ronco, não do motor, mas do estômago. Fomos para o aconchego do lar. A Sayo, minha patroa (ela detesta que eu a chame assim), preparou filé de dourado e salada com capricho. O prato fica lindo, mas como é ruim o tal do agrião quando não está cozido junto da rabada. Gordo de regime sofre!

Vamos que vamos! Faltam 360!

2 comentários:

  1. comer mato é, de fato, horrível, mas, mastigando-o devagar, dá aquela sensação de saciedade... (o difícil é a gente convencer o estômago e o cérebro disso)...
    mas o fato é que as tentações são diárias, enormes etc. e tal, mas não são incontornáveis. Não há um complô universal, mas, sim, é a ordem natural das coisas porque não nos damos conta disso tudo... tu sentias o cheiro da pizza cotidianamente; mas, como tinhas acesso a ela, não te davas conta. Agora que ela é inalcançável (em tese), passas a senti-la... enfim, é a tragicômica dieta nossa de cada dia

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